LINHA PRETOS (AS) VELHAS



LINHA DOS PRETOS E PRETAS VELHAS

    A grande sabedoria da Umbanda 

Os escravizados africanos trouxeram para estas terras, os Orixás, força primordial da Natureza, raios, ventos, rios e mares, que existiam nestas terras, mas não eram cultuados como um corpo de Deus . 

Os nativos destas terras, chamados índios,  cultuavam essas energias, mas não puderam  ensinar os homens brancos, pois entre eles havia uma barreira de exploração, resistência e orgulho ! 

Os negros se fizeram humildes em seu sofrimento e por força dessa humildade, chegaram a entrar dentro da casa do homem branco , levando o seu idioma, culinária, crença e outros legados.  

O plano de Deus será sempre de união entre oa homens. 

O plano dos homens não correspondem aos planos de Deus, quando estes agem com desamor.

Apesar do desamor entre os homens, o plano de Deus se mostra sempre mais forte e surge a Umbanda , como o elo espiritual de união entre o índio, o branco e o negro.

Linha de Trabalho manifestada logo no inicio da Fundação da Umbanda, enquanto religião, por Zélio Ferdinando de Moraes, juntamente com Caboclos e Erês, formam o tripé espiritual principal da doutrina, representando a grande sabedoria. 

Trabalham na vibração do Trono da Evolução ( Nánã e Obaluaê ) enquanto promotores do processo de cura espiritual, renovação, renascimento e despertar . 


A UMBANDA AGREGA VALORES DAS RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA 

Povos escravizados da África e do Brasil : 

* Povo Fun - ( Nação Gegê ) - Trouxeram o culto ao Vodum e o Omoloco 
* Povo Bantu - ( Nação Angola ) 
* Povo Ioruba - ( Nação Quito ) - Orixás - Bahia - Salvador 
* Povo Nagô - ( Nação Nigéria ) -  - Bahia - Salvador 

SENZALA 
Mistura de africanos na escravidãondas várias regiões e crenças, dando origem ao Barracão de Candomblé .

Após a abolicão da escravatura observa-se o nascimento da Macumba Carioca .

QUILOMBOS 
Refúgio de escravos fugidos, onde trocavam ritos, crenças e tradições.  

Surgem o Catimbó no Rio de Janeiro, o Tambor de Minas no Maranhão e a Quimbanda  que introduz o culto a Exu .

Os Povos Bantu e sua Chegada ao Brasil

Os povos Bantu são originários da África Central e Austral, abrangendo uma vasta região que inclui países como Angola, Congo (República do Congo e República Democrática do Congo), Moçambique, Zâmbia e Zimbábue. 

O termo "Bantu" não se refere a um único povo, mas a um grande conjunto de etnias que compartilham raízes linguísticas comuns, conhecidas como línguas bantas.

Os primeiros povos Bantu chegaram ao Brasil no início do tráfico transatlântico de escravizados, no século XVI, cerca de 100 anos antes da chegada mais expressiva dos povos Iorubá, oriundos da região da atual Nigéria. Isso significa que os Bantu tiveram uma influência inicial e profunda na formação das práticas culturais e religiosas no Brasil. Eles trouxeram consigo suas crenças, tradições e, especialmente, o culto aos Nkisi (divindades do Candomblé de nação Angola e Congo), além de elementos como o uso de ervas, ritmos, danças e a comunicação com os ancestrais.

O Encontro dos Povos Bantu com os Povos Originários no Brasil

Ao chegarem ao Brasil, os povos Bantu encontraram as populações indígenas, que já habitavam essas terras há milênios. Esse encontro deu origem a uma rica troca cultural, especialmente nas regiões Nordeste e Norte do Brasil, onde elementos das práticas espirituais e culturais desses povos convergiram. Tanto os Bantu quanto os povos originários compartilham a ideia de uma forte conexão com os ancestrais e com o mundo espiritual, além do uso ritualístico de elementos da natureza, como ervas, fumo e maracás.

É desse encontro que emergem tradições como a Jurema Sagrada e o Catimbó, práticas que fundem elementos dos dois povos e que também incorporaram influências europeias, como o catolicismo, durante o período colonial.

 Os Yorubas chegaram ao Brasil trazendo os Orixás , no século XVIII, em comparação aos Bantu, que chegaram já no século XVI. Se por um lado os modelos Iorubás ficaram mais perpetuados e conservados, esse maior espaço de tempo permitiu que as tradições Bantu se fundissem mais intensamente às culturas locais, criando uma base cultural e espiritual que influenciou posteriormente a própria formação da Umbanda. (lembrando que os Iorubás não creem na comunicação com os mortos "eguns" e os bantu sim).

Os Nkisi e os ancestrais dos povos Bantu se entrelaçaram à sabedoria dos povos originários brasileiros, ajudando a formar a rica herança espiritual que hoje celebramos no Barracão. Esses elementos estão presentes nas giras de caboclos, pretos velhos e baianos, refletindo a diversidade e a profundidade das tradições que fazem parte da Umbanda.

A Umbanda é, assim, uma religião de síntese, que honra as influências africanas e ameríndias enquanto incorpora outros elementos culturais. Celebrar essa diversidade é reafirmar a resistência e a riqueza espiritual dos nossos ancestrais, perpetuando seus ensinamentos em nossa prática cotidiana.


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